Preservativo Masculino

O preservativo é um método contracetivo mecânico. É constituído por um invólucro delgado de látex concebido para cobrir o pénis ereto durante o coito e reter o sémen ejaculado, de modo a que os espermatozoides não entrem na vagina, evitando assim a gravidez. O preservativo pode ser constituído por látex ou por poliuretano e outros plásticos. Estes últimos causam menos alergias que os de látex, mas têm maior taxa de rotura ou deslocação.

Por norma, o preservativo encontra-se coberto com uma substância lubrificante, de modo a facilitar a sua colocação no pénis e a penetração. No caso dos preservativos de látex, é desaconselhado uso adicional de lubrificantes oleosos, pois altera a integridade do preservativo. O uso de lubrificantes aquosos não altera o preservativo.

O preservativo não contém hormonas. É muito importante colocá-lo corretamente, já que as falhas que ocorrem se devem normalmente a má colocação ou remoção, mais do que devido ao rompimento do preservativo.

O preservativo deve ser colocado com o pénis ereto, antes da penetração, pressionando a ponta do preservativo e desenrolando-o ao longo do pénis, até à sua base. É necessário deixar um espaço livre e sem ar no extremo, de modo a reter o sémen sem romper o preservativo. O preservativo deve ser removido no momento adequado, antes de perda da ereção. É essencial para a eficácia do método.

O preservativo protege contra as doenças sexualmente transmissíveis e a SIDA. Fomenta o envolvimento masculino na contraceção. Pode contribuir para prevenção da ejaculação precoce.

O preservativo tem uma taxa prevista de 3% a 14% de falhas durante o primeiro ano de utilização. A eficácia aumenta sempre que o preservativo é combinado com espermicidas, substâncias (cremes, supositórios, espumas) que se aplicam na vagina e que destroem ou inativam os espermatozóides.

O uso simultâneo de tratamentos tópicos de uso vaginal pode danificar o preservativo.

dúvidas

Protege contra doenças sexualmente transmissíveis e SIDA?

O preservativo é o único método que protege contra as doenças sexualmente transmissíveis e a SIDA.

O que posso fazer se o/a meu/minha companheiro/a não quiser utilizar preservativo?

A utilização do preservativo é muito importante para evitar a gravidez e para te protegeres das doenças sexualmente transmissíveis e SIDA.
A proteção é tão importante para ti como para o/a teu/tua companheiro/a. Aconselha-se que, antes do início da relação sexual, cheguem a um acordo para decidirem qual o método contracetivo a utilizar.
Deste modo, poderás desfrutar plenamente da tua vida sexual e em segurança.

O que se deve fazer se o preservativo se romper durante o coito?

Se tal ocorrer, existem grandes probabilidades de gravidez. Se tal suceder, podes recorrer à contraceção de emergência, ou seja, à denominada pílula “do dia seguinte”. É indispensável que o faças até 72 horas desde o momento do coito de risco, já que a sua eficácia, ainda que elevada, diminui com o passar do tempo. Também existe uma possibilidade de contágio de doenças de transmissão sexual. Deves consultar o teu médico para saber quais os procedimentos a tomar.

É necessário receita médica para comprar preservativos?

Os preservativos são metodos contracetivos de venda livre pelo que não é necessário prescrição médica.

Qual a eficácia contracetiva do preservativo?

O preservativo tem uma eficácia real de 85% mas teoricamente é de 97%, ou seja, se for usado respeitando todas as regras de utilização e de colocação, desde o início da relação e verificando sempre se existe rotura no final. Tendo em conta a eficácia dos métodos hormonais não é dos contracetivos mais eficazes mas tem um papel fundamental e único na prevenção das DSTs.

Comecei a ter relações sexuais e uso o preservativo mas preocupa-me a diminuição de sensibilidade durante a relação sexual com este método. Gostaria de outro método que garanta toda a eficácia contracetiva mas que não me impeça de desfrutar da relação sexual

Existem alguns mitos em relação à sexualidade e contraceção. A diminuição da sensibilidade na relação sexual ocasionada pelo uso do preservativo é um deles. A diminuição da sensibilidade e do prazer sexual pode acontecer mas num reduzido número de utilizadores (cerca de 6%), claro que pode sempre optar por um método hormonal mas fica sem a prevenção das DSTs, de que só o preservativo protege.