Mitos em contraceção hormonal - Dúvidas mais frequentes - Contraceção

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Mitos em contraceção hormonal

"Autoria: Sociedade Portuguesa da Contracepção"

Em Portugal segundo o 4º Inquérito Nacional de Saúde, 85% da população usa um método contracetivo. O método mais frequente e a contracepção hormonal combinada oral, vulgarmente conhecida por pílula.

A pílula é o método de contracepção mais usado em todo o mundo, alguns historiadores consideram que a pílula foi a grande inovação do século XX. De facto, a introdução da pílula veio revolucionar a vida das mulheres e contribuiu significativamente para o decréscimo da gravidez não planeada e do aborto.

Apesar de ser o método mais estudado e sobre o qual existem mais publicações continua envolta em alguma conotação negativa. Tem sido dado muito enfoque aos riscos potenciais em detrimento dos benefícios. É fundamental ultrapassar estes receios, desmitificando-os. Entre os mitos mais frequentes verificam-se os seguintes:

"Tomar a pílula muito jovem é perigoso”

Não existe idade para iniciar a pilula. O início da contraceção depende da necessidade efetiva de contraceção. Uma gravidez durante a adolescência é muito mais grave do que o inicio da pílula na adolescência. Além de que na adolescência o inicio da contraceção hormonal relaciona-se muitas vezes com outras indicações médicas tais como acne, dores menstruais e menstruações abundantes e irregulares.

"Deve fazer-se um descanso da toma da pílula por ano”

A suspensão da toma da pílula um ou dois meses por ano não tem qualquer interesse nem vantagens médicas e aumenta o risco de gravidez durante o período de suspensão do contracetivo.

"Tomar a pilula muito tempo pode trazer dificuldades em engravidar”

Numa mulher saudável a toma da pílula pode prolongar-se no tempo enquanto for necessário e a mulher o aceite. Trata-se de um método reversível e quando suspensa a mulher retoma a sua capacidade fértil. Algumas vezes após a suspensão da pílula a mulher tem 1 ou 2 ciclos mais irregulares. Isto pode acontecer com a toma da pílula e de outros métodos hormonais e não traduz nenhuma doença ou complicação.

"As pílulas mais fracas são menos seguras”

Todas as pilulas que usamos hoje são de baixa dosagem de estrogénios. Temos pílulas com 15, 20, 30 e 35 µg de estrogénios e todas são igualmente eficazes. Aliás a eficácia contracetiva não depende da dose de estrogénios mas sim da progesterona da pilula.

"Deve mudar-se de marca de pílula de vez em quanto pois o organismo habitua-se e existe risco de perda de eficácia”

Desde que a mulher esteja bem não existe nenhuma necessidade de mudança de composição. A ideia de perda de eficácia com o tempo de toma é completamente errada. A perda de eficácia e o risco de gravidez pode acontecer por irregularidade na toma (esquecimento), vómitos, diarreia, toma de medicamentos tais como alguns antibióticos.

"Uma mulher não deve tomar uma pílula sem fazer umas análises antes”

Uma história clínica adequada, ou seja, uma conversa detalhada entre o profissional de saúde e a mulher é suficiente para perceber se existe alguma doença na mulher ou se na sua família que contra-indique o seu uso ou que coloque uma limitação na toma.

"Algumas pílulas fazem secar os ovários e por isso a mulher diminui o volume das menstruações”

Globalmente todas as pílulas diminuem o fluxo menstrual. Esta diminuição é tanto mais acentuada quanto menor for a dose de estrogénios que contenha. O que significa que a mulher que toma uma pílula de 15 µg tem menstruações muito pouco abundantes e pode mesmo ter ciclos sem menstruações. Isto não traduz doença, não traz complicações e até pode ser uma vantagem para muitas mulheres.

"A toma de pílula contínua e sem menstruar pode trazer complicações”

Algumas mulheres preferem tomar a pílula de forma contínua para não menstruarem. Este tipo de utilização não se traduz em complicações. Algumas mulheres até têm indicação para a toma continua.

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